Sim! Aconteceu! Sophia está montando quebra-cabeças mais complicados! Pela primeira vez na vida dela, outro dia , viu um longa-metragem inteiro, acompanhando e perguntando tudo! Entendeu à moda dela, como todos nós, só quer naturalemnte simplificou um pouco... Claro: era um filmaço, mas a gente não esperava esse efeito! Dias depois, a coisa se repetiu, com outro grande filme! A paciência dela está crescendo! Acho que ela está se co0ncentrando mais. Agora sua atenção demora mais num assunto só... empatia dela com o protagonista e as crianças do primeiro filme foi grande... Ao acabar , não estranhei que ela quisesse "ir lá", visitar a casa do..ET!! Sim, pois não foi outro o primeiro filme que ela viu até o final...E eu também consegui acompanhar, apesar do sono que tem me acometido desde o começo da noite!!Foi muito legtal de ver como ela se amarrou no filme de Spielberg!! Claro, ficou bem assustada com diversas das cenas,e situações, mas como no fim das contas tudo se resolveu a contento, e as crianças conseguiram ajudar quem queriam, deu certo. Tanto que tive que explicar que não temos um foguete que chegue lá na "casa do ET" Foguete não, nave! Ela me corrigia! Sua alegria foi legal de ver!!...Pois o segundo filme que vimos inteiro espantou ainda mais. Não tem o ritmo de qualquer um dos de Spielberg, não é um desenho animado muito colorido, nem é sucinto como os Backyardigans ou a Pinky Dinky Doo (acho que é assim que se escreve).Sim, outro desafio à sua aflorante atenção... Muito legal vermos juntos o"Mon Oncle"("Meu tio", do Jacques Tati), com sua vida excêntrica, seu sutil inconformismo, sua meticulosa composição de quadro e sua surpreendente cenografia! Isso, além de todas as outras coisas, os meninos comendo cada sonho "deste tamanho", a garden-party na casa da irmã do M.Hulot, a vizinha convidada mas confundida com vendedora de tapetes, e o chafariz só para pessoas selecionadas, fascinaram-na!!. Filme feito numa época em que ritmo cionematográfico podia ser e era pensado de forma muito mais calma que hoje em dia, impressiona pelas imagens singulares, rigorosas, que cria, além das situações. Quando na fábrica as mangueiras começam a parecer salsichas, e M. Hulot não consegue se adaptar àquele ambiente, contudo, ela reclamou! A mangueira tinha que se comportar direito, afinal de contas. Sophia ficou bem preocupada com essa parte do filme. Perguntou o motivo daquilo por um bom tempo! O que reafirma: as nossas compreensões das coisas são distintas das dela! O que nos intriga ela ainda percebe pouco, e certas coisas que parecem "dadas" viram motivo de uma pergunta atrás da outra... Pra Sophia, é importante, afinal, que o mundo funcione direito! As mangueiras não tinham nada que virar salsichas, por mais que isso tenha sido engraçado! Também o problema do chafariz no jardim da irmã de M.Hulot a surpreendeu. Ou seja,Sophia viu o filme de modo bem diferente dos nossos , como era de se esperar. Ficamos todos contentes, claro, quando ele se viu fora daquele ambiente na casa da mana, por mais que a senhora que morria de rir fosse contagiante. Uma coisa eu asseguro, contudo: ninguém saiu da frente da tela antes do fim do filme! A história a interessou direto, claro que graças às belíssimas soluções de Tati para tornar seu filme atraente sem ser uma montanha russa... Bem! Excelsior! Da próxima vez vamos comentar pelo menos um dos livros nas nossas mesas... Isso aqui há de se tornar mais frequente!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Filmes completos!
Sim! Aconteceu! Sophia está montando quebra-cabeças mais complicados! Pela primeira vez na vida dela, outro dia , viu um longa-metragem inteiro, acompanhando e perguntando tudo! Entendeu à moda dela, como todos nós, só quer naturalemnte simplificou um pouco... Claro: era um filmaço, mas a gente não esperava esse efeito! Dias depois, a coisa se repetiu, com outro grande filme! A paciência dela está crescendo! Acho que ela está se co0ncentrando mais. Agora sua atenção demora mais num assunto só... empatia dela com o protagonista e as crianças do primeiro filme foi grande... Ao acabar , não estranhei que ela quisesse "ir lá", visitar a casa do..ET!! Sim, pois não foi outro o primeiro filme que ela viu até o final...E eu também consegui acompanhar, apesar do sono que tem me acometido desde o começo da noite!!Foi muito legtal de ver como ela se amarrou no filme de Spielberg!! Claro, ficou bem assustada com diversas das cenas,e situações, mas como no fim das contas tudo se resolveu a contento, e as crianças conseguiram ajudar quem queriam, deu certo. Tanto que tive que explicar que não temos um foguete que chegue lá na "casa do ET" Foguete não, nave! Ela me corrigia! Sua alegria foi legal de ver!!...Pois o segundo filme que vimos inteiro espantou ainda mais. Não tem o ritmo de qualquer um dos de Spielberg, não é um desenho animado muito colorido, nem é sucinto como os Backyardigans ou a Pinky Dinky Doo (acho que é assim que se escreve).Sim, outro desafio à sua aflorante atenção... Muito legal vermos juntos o"Mon Oncle"("Meu tio", do Jacques Tati), com sua vida excêntrica, seu sutil inconformismo, sua meticulosa composição de quadro e sua surpreendente cenografia! Isso, além de todas as outras coisas, os meninos comendo cada sonho "deste tamanho", a garden-party na casa da irmã do M.Hulot, a vizinha convidada mas confundida com vendedora de tapetes, e o chafariz só para pessoas selecionadas, fascinaram-na!!. Filme feito numa época em que ritmo cionematográfico podia ser e era pensado de forma muito mais calma que hoje em dia, impressiona pelas imagens singulares, rigorosas, que cria, além das situações. Quando na fábrica as mangueiras começam a parecer salsichas, e M. Hulot não consegue se adaptar àquele ambiente, contudo, ela reclamou! A mangueira tinha que se comportar direito, afinal de contas. Sophia ficou bem preocupada com essa parte do filme. Perguntou o motivo daquilo por um bom tempo! O que reafirma: as nossas compreensões das coisas são distintas das dela! O que nos intriga ela ainda percebe pouco, e certas coisas que parecem "dadas" viram motivo de uma pergunta atrás da outra... Pra Sophia, é importante, afinal, que o mundo funcione direito! As mangueiras não tinham nada que virar salsichas, por mais que isso tenha sido engraçado! Também o problema do chafariz no jardim da irmã de M.Hulot a surpreendeu. Ou seja,Sophia viu o filme de modo bem diferente dos nossos , como era de se esperar. Ficamos todos contentes, claro, quando ele se viu fora daquele ambiente na casa da mana, por mais que a senhora que morria de rir fosse contagiante. Uma coisa eu asseguro, contudo: ninguém saiu da frente da tela antes do fim do filme! A história a interessou direto, claro que graças às belíssimas soluções de Tati para tornar seu filme atraente sem ser uma montanha russa... Bem! Excelsior! Da próxima vez vamos comentar pelo menos um dos livros nas nossas mesas... Isso aqui há de se tornar mais frequente!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Star Tek na TV-contém spoilers

Acho que spoiler sobre filme que todo mundo já viu a gente pode fazer, né não? De todo modo, fica o aviso: esse texto pode estragar a sua surpresa ao ver o bom filme de J.J.Abrams. Sim, o que quero comentar é esse recente. É porque a gente viu aquincasa, e eu de bobeira comecei a ver com a Sophia do meu lado. Quando os romulanos começaram a botar as manguinhas de fora, ela já não gostou. Eu dizia que a situação podia parecer feia, mas ia melhorar porque o Capitão Kirk e o sr. Spock iam dar um jeito. Bastava que parassem de discutir e conseguissem dialogar. E ela assistindo, com pequenos intervalos, mas nunca por muito tempo. Ainda é cedo pra isso. Além disso, toda vez que tinha alguém em perigo, ficava bem assustada. E então os romulanos destruíram o planeta Vulcano!! O mesmo Vulcano de onde vem o Sr. Spock, que originou outros personagens da série, ao qual Kirk foi recebido no fim do primeiro filme da série de longas, se não me engano, enfim...!! E foi desfeito! Durante um tempinho, ainda, achei que eles iam reverter isso. Não foi o que aconteceu, todavia. Spock e Kirk conseguiram impedir que os romulanos repetissem a façanha, e pagassem por suas atitudes. Mas Vulcano ficou destruído, mesmo. Eu tive esperança porque, afinal de contas, a saga envolve viagem no tempo, de maneira, aliás, muito bem pensada. O filme redefine a marca "Star Trek". Temos uma juventude dos personagens por conhecer, o começo de sua jornada. Sob condições bem mais severas... Ainda bem que, quando o filme acabou, Sophia já tinha sido levada pra fora da sala! Achei o dito ótimo, mas minha indignação com o fim de Vulcano ecoa o medo que ela sentiu, vendo o sumiço do pobre planeta enquanto eu garantia que aquilo ia ser resolvido, de algum modo...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Uma certa jovem já foi ao cinema
Minha burrice localizada,no que diz respeito à informática em particular, não há dúvida, é caso claro de resistência ao novo... mas a vontade de retomar esse espaço daqui se impôs, afinal, e deu tudo certo! Havia uma importante novidade para comentar... Sophia foi ao cinema , pela primeira vez, outro dia mesmo!! O filme foi escolha feliz, já que a gente não queria muita barulhada na sua frente logo na primeira vez que visse a tela grande... Mas a gente tava doido pra ver sua reação à dita! Fomos ver um belo filme do Lasse Hallstrom, "Sempre com Você", acho que é esse o nome brasileiro. Quem estrela é o Richard Gere, fato que me fez nutrir certos preconceitos. Mas o cara melhorou muito! E o filme é singelo, sua atuação low key afinada com a narrativa simples. Baseado num filme japonês por sua vez baseado num fato real, o argumento é simples: esse professor de música tem um cotidiano muito definido. Todo dia faz mais ou menos as mesmas coisas, mais ou menos na mesma hora, e conversa com mais ou menos as mesmas pessoas. Notadamente o vendedor de cachorro quente que fica bem na estação do trem ...Um belo dia, o camarada acha um cachorrinho na estação. Os dois se adotam. Tem todo um momento durante o qual a esposa do músico resiste a ter animal doméstico, mas o cachorro se impõe pelo afeto. Leva-o todo dia até a estação do trem , só voltando pra casa quando o músico embarca. Costuma vir buscar também. Os dois se tornam parte da paisagem cotidiana da cidadezinha onde moram... Bem, um belo dia o camarada tem um enfarte enquanto dava aula, e não sobrevive. O cachorro vai ao enterro, é consolado por um monte de gente, inclusive pela esposa do cara. É parte da família. Nunca mais desiste de ir esperar o cara no desembarque do trem,Contudo! Faz isso todo dia, mesmo que um monte de gente fique dizendo que o músico não vai desembarcar...Durante mais uns bons dez anos!! Só desiste quando morre de velho. Essa história agradou a gente e nos pegou bem no dia certo. Sophia assistiu e gostou...um pouco. Uma hora e meia de filme ainda é muita coisa, pra ela. Volta e meia perdia a concentração, saía andando... mas gostou de ter ido, olhava muito, toda vez que o cachorro estava em cena... Bem ! Nós vamos levá-la ao cinema de novo ! Mas só daqui a pouco!!! Paciência pra narrativa mais comprida ainda demora!! Ela gosta de ver filme, o nosso dvd funciona direto. Mas sai andando o tempo todo... no cinema não podia, né? Embora ela quisesse ver passeando, assim que se acostumou com o tamanhão do telão...Isso foi mais rápido do que pensamos! O verdadeiro desafio é a paciência, sim! De modo que, pra ver algo como Avatar, no cinema, ela ainda vai demorar! Eu é que tô seco pra ver o bicho...Evoé!! Como diria um dos irmãos Dupondt, ainda digo mais: Evoé!!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Caramba! William Wilson no fim do ano!!
É difícil reconhecer, mas um monte de atrapalhos se meteu no meu caminho, nesse final de ano...Ficou bem rara a minha presença aqui, coisa que vai mudar em 2010!! Difícil retomar e manter os trabalhos... Mas eu insisto, continuo, reassumo, pra brincar melhor no ano que entra! 2009 tem que acabar!! Quem se dá ao trabalho de ler o que posto nesse canto sabe que tenho recenseado as adaptações da obra de Edgar Allan Poe pra quadrinhos... Nessa mídia, ao contrário do cinema, o danado teve sorte!! Só postei pedaços de adaptações brilhantes, e mesmo assim...choveu hq!! Tava difícil terminar! Mas esse foi o ano em que Poe completaria 200 anos, então eu tinha que terminar a homenagem pretendida, no prazo certo! Poe mesmo se escangalhou todo, em vida, mas não perdia prazos... Pelo outro lado, mesmo sabendo que Corben trabalhou Poe muiton bem, o saldo de Breccia continua superlativo!! Nenhuma hq do mesmo jeitro que a outra!!! A adaptação que ilustra o post de hoje é sua insólita versão de Wuilliam Wilson... Conto brilhante, muito pouco adaptado pra quadrinhos, inclusive pelo grande Jonas Schiaffino e por mim mesmo,no roteiro, na antiguidade da Spektro e do Almanaque do Terror , da Vecchi!!! Mas não consegui achar meu exemplar, e o Breccia continua pontificando!! Sempre à altura do texto, é claro,o danado conseguiu algumas obras primas... O patriarca da majestosa hq argentina escolhia estilos como quem escolhia camisas... O leitor atento pode ver que nenhuma dessas páginas exemplificando adaptações breccianas coloridas, que postei nas últimas vezes em que escrevi, é realizada no mesmo exato estilo que a outra... Aqui, William Wilson foi pintado de um modo expressionista, dir-se-ia... Breccia sugere Egon Schiele, nessa hq, não há dúvida!!! A angústia de W. Wilson com a existência de seu duplo tá na cara... é só olhar as pgs ilustrando o post!! O tema do duplo, do sósia sinistro, é frequente na literatura fantástica, e se presta a tratamentos de peso. Alguns gigantes, além de Poe, o abordaram. De cabeça, posso citar os contos "O Parceiro Secreto" ("The Secret Sharer"), de Joseph Conrad, e "As Ruinas Circulares" ("Las Ruinas Circulares") de J.L.Borges. Nos dois casos, como no do conto de Poe, a existência de alguém quase idêntico ao protagonista da história traz consequências espantosas, a bem dizer, sinistras, para o pobre diabo que descobre haver no mundo alguém quase igual a ele, com minúsculas porém significativas diferenças... Assim sendo,acho que posso dizer: Poe permaneceu precursor, mesmo trabalhando numa perspectiva que de sobrenatural não tem quase nada, tornando o medo assunto da psicologia... Inventando novos modos de assustar! Estou convencido : se ele tivesse continuado vivo mais tempo, nosso titã romântico teria produzido mais obras primas, inaugurado mais caminhos ainda...Mas chamaram o homem mal ele chegou na festa... enfim! Nós, por nosso lado, continuamos aqui, garantindo pelo menos um funcionamento um pouco diferente, mais frequente, desse nosso currupaco bacana em 2010, com mais hqs minhas, contos meus, sim, e mais comentários gerais sobre os assuntos interessantes...por exemplo, gancho pra um bem bonito próximo episódio: Sophia foi ao cinema ver tela grande pela primeira vez outro dia... e se amarrou!! Ah, é, isso vai ser um bom começo de 2010... Excelsior! Viva Poe! Viva Breccia!! Evoé! Viva as parcerias que funcionam, como Poe/Breccia ou Lee/Kirby!! Iababdabu!!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Breccia, Poe e Mr. Valdemar



Alberto Breccia nasceu em 1919, no Uruguai, e aos três anos mudou-se pra Argentina, onde viveu até seu falecimento em 1993. O homem foi um dos gigantes dos quadrinhos. Teve o raro privilégio de ter sido reconhecido em vida. O que se tem visto aqui nesse blog, adaptando Poe pra hq, é apenas uma gota da sua caudalosa produção , já na fase da velhice, com editores garantidos pelo mundo ocidental afora e o sólido nome de artista inovador muito bem firmado. Começou a trabalhar, com hq de humor, ainda em 1936. Logo,contudo, esse tremendo mutante se viu atraído pela força das hqs de aventura de outro gigante, que foi exemplo formador para diversos grandes quadrinhistas: Milton Caniff, o "papa" do "realismo" da hq de aventura, primeiro grande rei do p&b expressivo,aventuroso. Ele dizia não ser importante desenhar um cotovelo onde ele fica, mas onde parece estar. É citado por desenhistas tão díspares quanto John Romita pai e Hugo Pratt. Breccia, contudo, além de ser um excelente desenhista, como os outros, é o mais inquieto dos três, e de mais uns vinte outros, que daria pra citar, sempre dando o famoso "passinho a mais". Diga-se de passagem, cultivou longas parcerias com os principais roteiristas de seu tempo, notadamente o hoje também legendário Hector Germán Oesterheld , criador de "El Eternauta" com Solano López; e de mais um renca de grandes clássicos da hq argentina, que não canso de qualificar de majestosa. As pgs dessa adaptação de Poe que coloquei aqui hoje são da belíssima adaptação de " O Estranho caso do Sr. Valdemar", conto brilhante (e qual dos de Poe não o é?) em que se hipnotiza um moribundo e com isso seu falecimento se torna muiito mais lento, e por fim uma libertação... Breccia a fez junto com o roteirista Guillermo Saccomano, que entendeu: cada imagem tinha que ser muito mais lenta do que o costumeiro, uma vez que a duração longa demais desse morrer é o aspecto macabro da narrativa. Claro que Breccia realizou um trabalho e tanto. A uma primeira vista, seu traço parece quase humorístico, mas uma vez que a pessoa começa a ler, percebe o quanto da adaptação depende da força dessas imagens distorcias, desconfortáveis,que chegam a dar vontade de chorar...Eu acho que tanto essas hqs a partir de Poe ou as outras a partir de Lovecraft(sob roteiro de Norberto Buscaglia) teriam mais apelo de vendas que o recém lançado volume de Perramus, por imensa que seja a capacidade de caricatura do mestre e por excepcional que seja o texto do Juan Sasturain... Esse Poe quase mudo que Breccia realizou está do outro mundo, mesmo! No próximo post,haverá mais alguns dados sobre Breccia, e, é claro, mais páginas de seu encontro com Poe...Evoé!!
sábado, 21 de novembro de 2009
A Máscara da Morte Rubra- Breccia volta a Poe!!!



Caramba!! É difícil acreditar, mas finalmente hoje RETOMO esse bendito blog!! Cheguei a duvidar... Manter funcionamento no meio da tempestade não é fácil!! Dois compromissos de txt (tempestade boa) e depois sete dias no hospital porque diabético só pode tomar antibiótico na veia (tempestade ruim), me afastaram geral daqui...Um machucadinho besta, mesmo, inflamou! Isso me custou um bom tempo no estaleiro.. Enfim! Desanimar é uma palavra que não conjugamos bem, aqui no vocabulário doméstico... De modo que hj voltei!! Trago a idéia , agora mais realista, de fazer mais ou menos um post por semana... Contudo, existem alguns compromissos antigos a saldar, e o mais pendente deles é a finalização da nossa comemoração dos 200 anos de Poe, o nosso grande Edgar Allan, precursor do conto de terror, do conto policial e da FC...entre outras coisas!!! Tenho discutido, sim, sua presença nas hq... Ao longo de todas as postagens feitas sobre adaptações de sua obra para HQ, discuto o rendimento sempre melhorado das adaptações, quanto mais recentes elas sejam... e não há dúvida, embora os trabalhos da Warren comics, nos anos oitenta, tenham sido ótimos (Berni Wrightson, Corben e os outros), Breccia, hmmmm, é Breccia. Ele o abordou , depois daquele "Coração Revelador" em p&b, que já comentei aqui, em magníficas hqs coloridas do finzinho dos anos 80 e comecinho dos 90, pouco antes de falecer. Aqui já era, portanto, o Breccia bicho solto, que se aproximava de Poe. Não tinha que prestar contas a ninguém, e as hqs saíram logo, num monte de países de uma vez, França incluída. Diferente do que fez ao abordar a obra de Lovecraft, quase não trabalhou com texto nenhum ,fazendo adaptações muito concisas e quase mudas. O seu humor de velhinho que já viu de tudo se infiltrou nos textos do tão romântico
(e eternamente jovem)Poe com um resultado curioso e inesperado. Confiram os convidados da festa nessa adaptação linda da "Máscara da Morte Rubra"! Vejam o contraste entre esses estróinas, e o penetra pestilento que vem trazer um pouco de realidade aos supostamente protegidos e bem-de-vida presentes na festa... Também dá pra notar não só o excelente trabalho de cores do mestre, como seu uso muitíssimo eficiente do aparato narrativo das hqs, do seu ritmo, para conseguir, em poucas imagens, a adaptação completa do sentido que Poe imprimiu a seu conto... Adaptar literatura pra hq exige é esse tipo de fidelidade, às intenções do autor, não ás suas palavras!! Do mesmo modo, por mais que Poe não tenha falado em gente pelada, ele com certeza nesse conto falou em deboche, no comportamento debochado da nobreza...e Breccia estava trabalhando já numa época bem mais recente, e soube trazer humor ao gótico do contista sem descaracterizar suas intenções... Evoé!! sim, é claro que continua, esse mês ainda!!!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sobre a Bienal do Livro
A demora na execução dos planos contribui pra que não saiam assim como se planeja...a minha demora em continuar a comentar o trabalho que Breccia realizou a partir de Poe vem dwe que vou ter que fazer uma longa sessão de escaneamento das pgs (coloridas, coloridas, sim!!) que vão ilustrar o trabalho que tenho feitoo já anotando na minha releitura das hqs...mas escanear muitas páginas é um processso que demora, vou ter que fazer uma sessão só pra isso, e a organização às vezes falta... a´o prazom paga!!! Pelo outro lado, a gente tem vontade de fazer umas outras coisas, acaba que elas também fazem falta... então hj aproveito a chance!!Não consegui ir na Bienal no principal dia, na minha concepção, quando os gêmeos Moon e Bá estiveram dando uma palestra, acompanhados pelo autor de outro megalivro americano de hq, o de Dash Shaw, cujo traço não é o de nenhum Chris Ware, longe disso, mas dizem que a hq arrebenta, como o "Retalhos" do Craig Thompson, ambos publicados pela Cia. das Letras. Esta entrou no ramo realmente muito bem, com esse livro e os outros que vem lançando, tudo cada calhamaço danado, que está tendo comprador!! O título do livro do Shaw me escapa, mas é mais um camarada mostrando as intimidades de sua família... os americanos descobriram, de fato, a autobiografia!!! Nada contra o gênero, mas além da qualidade na execução do trabalho, dado que é essencial, o camarada tem que contar com uma história pessoal bem interessante!! Todos os praticantes disso, de Crumb a Thompson, certamente as têm... mas num dá pra querer isso de todo mundo!! A invenção, a contação de cascata, têm seu espaço garantido na minha estante!! No dia que fui na Bienal, que foi o seguinte, apesar do excesso de gente, consegui estar com vários amigos que trabalham no ramo e atualizar impressões, além de comprar várias coisas bacanas...Afinal, já até tuitei que voltei da Bienal cum Roy Crane e Paul Pope... O livro desse último, "The Ballad of Dr. Richardson", conta uma história simples e comovente, que me fez pensar num Sherwood Anderson mais cosmopolita.. Sim, as ligações entre literatura e hq são mais fundas, mais férteis do que pode fazer pensar a atual tendência das adaptações literárias... Não sei se Anderson escreveu novelas, mas se existem, devem ser como essa hq do Paul Pope, ligada à profundidade e à singeleza dos sentimentos e oportunidades que, por vezes, se colocam na vida das pessoas... não precisa ser verdade pra me comover, não...ou, comon já disse Alan Moore, "Isso não é mentiura! É ficção!" O gibi de Roy Crane já é a coletânea da participação do Capitão Cesar na segunda guerra. Bem mais denso do que eu esperava, é contudo aventura trepidante. Conta com aquele uso majestoso dos meios tons para conferir realismo a personagens e cenas criados com a simplicidade que só o domínio completo do métier pode dar... Sim, é um folhetim, mas nele morre gente a quem a gente tinha se afeiçoado...não é o típico, não!!! Roy Crane, pra mim, joga no mesmo time que Alex Toth, outro rei do traço conciso. É preciso dizer que Crane, no seu tempo, inaugurando a hq americana de aventura, teve bem mais sucesso comercial que Toth... Mercado burro é assim mesmo!!! Shakespeare foi teatro popular, Griffith foi cinema popular, é bom a gente se lembrar, e Roy Crane foi hq muito popular, inclusive, no Brasil, graças à sua publicação sistemática em "O GLOBO"... Mas o domingo não foi só das leituras. Além dessas compras, houve o encontro com alguns dos escritores atuais de vampirismo, o Humberto e a Martha em especial, com quem pude fofocar também um um pouco, curtindo o jeito ranzinza dele com tudo que é novidade... Outros que o conhecem também já comentaram comigo: acham engraçado o seu jeito mal-humorado com relação às coisas feitas por gente mais jovem... O negócio é o Dracula do Gene Colan, né isso?? Bem , conversamos por mais uns minutos, e aí só voltamos no domingo seguinte, quando consegui entrar na barraca da Comix,o que não tinha feito antes, e achar o belíssimo " O Guarani " do Luiz Gê, além de, num momento de sincronia blogático, o primoroso "Perramus" de Breccia, trazido pra portuga do Brasil pela Editora Globo!! Depois me disseram que o Télio Navega já tinha dado isso, eu não sabia!!Blogueiro desinformado existe também... Breccia em português, por uma editora brasuca!! Qual, ainda existe esperança pro mundo, nem tudo está perdido! O caso, então, vai ser que, quando eu terminar de falar de Breccia e Poe, vou poder ilustrar muitíssimo bem um post sobre a densidade literária, sim, das imagens que o velho mestre argentino consegue conjurar, com seu primoroso tango gráfico/narrativo, mesmo quando não se trata de adaptar texto de ninguém , só seguir o roteiro brilhante de um Juan Sasturain...mais alegria do que isso, é imnpossível achar...mesmo que, de antemão, se saiba : vou comentar também o ótimo off-Bienal do Baratos da Ribeiro ...Então, é isso, tá dito, tá tudo excelsior, ´nuff said, banoite, john -boy!!!
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